Jogos projetivos

 

Jogos especiais como o GROK, o Jogo da Transformação e o Maha Lilah, são incríveis ferramentas de autoconhecimento e de se fazer consciência, uma vez que permitem que se projetem ali muitos dos conteúdos que não conhecemos de nós mesmos e que regem nossas vidas.

 

Quer saber como funciona? Eu conto um pouco.

Tomemos o Maha Lilah como exemplo (veja agenda das vivências abaixo).

Maha Lilah – o jogo da vida

 

Um tabuleiro dividido em oito níveis, divididos, por sua vez, em casas que representam diferentes aspectos da vida humana. Um dado, flechas, serpentes, movimentos ascendentes e descendentes e uma jornada que vai se desenhando. Atuam aí sincronicidades, símbolos e imagens potentes.

O PROCESSO:

O/a participante elabora uma questão relativa a um desafio ou a uma situação que que esteja vivendo.

Sonhos e eventos dos dias anteriores ao jogo certamente são o começo desta vivência.

No dia, meditação, retomada de memórias antigas e a elaboração da pergunta são a primeira parte do trabalho com o jogo.

Depois o rolar de dados, o movimento do peão pelas casas do tabuleiro, aparentemente apenas uma atividade simples, que transcorre através de meras coincidências, sortes ilógicas ou acasos.

No entanto, no Maha Lilah o que atua é, acima de tudo, aquilo que Jung chamou de sincronicidade, correspondente à noção clássica do mundo como a simpatia de todas as coisas, “um só confluir, um só conspirar” (Hipócrates), a totalidade e a unidade em todos os fenômenos, o ultrapassar da barreira da separatividade entre corpos, entre os mundos interno e externo, entre o eu e os acontecimentos, entre o eu e os outros.

O grande fator transformador deste jogo são justamente essas coisas simples: os dados, o peão e o tabuleiro. E a sincronicidade! 

“Elementos díspares sem conexão aparente são juntados ou justapostos de uma maneira que tende a chocar ou surpreender a mente, abrindo-a a novas possibilidades, por um alargamento da visão do mundo, permitindo entrever a fábrica interconectada do universo.”

Joseph Cambray, em Sincronicidade, natureza e psique num universo interconectado

 

AGENDA DO MAHA LILAH NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2020

 
08 de fevereiro – BDG, Vila Madalena
 
14 de março – Granja Viana
 
18 de abril – Granja Viana
 
16 de maio – Granja Viana
 
20 de junho – Granja Viana
 
 

Arteterapia

No âmbito deste trabalho, arte é entendida de forma muito ampla, referindo-se a recursos e processos expressivos muito livres, que não carregam preocupação técnica ou estética, mas pretendem ser apenas canais de comunicação daquilo que muitas vezes não consegue chegar pela palavra.

 

“Muitas vezes as mãos sabem resolver enigmas que o intelecto em vão lutou por compreender.”

Jung

Explorando o universo da sensorialidade, da materialidade e da corporalidade, valendo-se de uma variedade de recursos criativos como desenho e pintura, modelagem, recorte e colagem, trabalhos diversos com tecidos e fios, como bordados, costura e tecelagem, fotografia, dança, música, teatro, histórias e jogos, na arteterapia promove-se que a energia psíquica plasme símbolos.

Tais criações simbólicas, por sua vez, são espelhos da própria psique, inclusive em seus níveis e aspectos mais profundos e inconscientes.

Dessa forma, torna-se possível o encontro e/ou o confronto, no nível da consciência, com tais conteúdos psíquicos, muitas vezes inacessíveis por outra via. Então, é possível “excluirmos a perturbação inconsciente das funções conscientes se levarmos em conta de antemão o inconsciente através da consideração do símbolo” (Jung).

As atividades de Arteterapia compõem várias das atividades que desenvolvo, como as rodas e as oficinas de imersão. Eventualmente também fazem parte do trabalho no consultório.

Atualmente, são a base de um trabalho de apoio aos alunos do Ensino Médio Noturno do Colégio Waldorf Micael de São Paulo (ação social da escola).

“O inconsciente, quando não se realiza, está sempre em ação, espalhando sobre tudo uma falsa aparência: ele nos aparece sempre nos objetos, pois todo o inconsciente é projetado. Se pudermos apreender o inconsciente em si, tiraremos do objeto a falsa aparência, o que só pode aproveitar à verdade.”

Jung