Abriu a janela no exato momento em que a garrafa com a mensagem passava, levada pelo vento. Pegou-a pelo gargalo e, sem tirar a rolha, examinou-a cuidadosamente. Não tinha endereço, não tinha remetente.

Certamente, pensou, não era para ele. Então, com toda delicadeza, devolveu-a ao vento.

Marina Colasanti, Contos de amor rasgados: a quem interessar possa. Rio de Janeiro: Rocco, 1986

Imagem: flickhivemind.net

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