Arteterapia
No âmbito deste trabalho, arte é entendida de forma muito ampla, referindo-se a recursos e processos expressivos muito livres, que não carregam preocupação técnica ou estética, mas pretendem ser apenas canais de comunicação daquilo que muitas vezes não consegue chegar pela palavra.
“Muitas vezes as mãos sabem resolver enigmas que o intelecto em vão lutou por compreender.”
Jung
Explorando o universo da sensorialidade, da materialidade e da corporalidade, valendo-se de uma variedade de recursos criativos como desenho e pintura, modelagem, recorte e colagem, trabalhos diversos com tecidos e fios, como bordados, costura e tecelagem, fotografia, dança, música, teatro, histórias e jogos, na arteterapia promove-se que a energia psíquica plasme símbolos.
Tais criações simbólicas, por sua vez, são espelhos da própria psique, inclusive em seus níveis e aspectos mais profundos e inconscientes.
Dessa forma, torna-se possível o encontro e/ou o confronto, no nível da consciência, com tais conteúdos psíquicos, muitas vezes inacessíveis por outra via. Então, é possível “excluirmos a perturbação inconsciente das funções conscientes se levarmos em conta de antemão o inconsciente através da consideração do símbolo” (Jung).
As atividades de Arteterapia compõem várias das atividades que desenvolvo, como as rodas e as oficinas de imersão. Eventualmente também fazem parte do trabalho no consultório.
Atualmente, são a base de um trabalho de apoio aos alunos do Ensino Médio Noturno do Colégio Waldorf Micael de São Paulo (ação social da escola).
“O inconsciente, quando não se realiza, está sempre em ação, espalhando sobre tudo uma falsa aparência: ele nos aparece sempre nos objetos, pois todo o inconsciente é projetado. Se pudermos apreender o inconsciente em si, tiraremos do objeto a falsa aparência, o que só pode aproveitar à verdade.”
Jung

